COMO FALAR EM PÚBLICO


Equipe Milpalestras


FAZENDO A SUA APRESENTAÇÃO
(como falar em público) - Equipe Milpalestras

Neste trabalho, o MilPalestras vem refinar sua linha de produtos e mostrar que embora pareça difícil, falar em público não tem mistério e é bem mais fácil do que se imagina. E melhor que isto, qualquer um pode fazer!

Duas coisas podem motivá-lo a falar em público. A primeira é a necessidade. A segunda é a vontade, e esta é a melhor maneira para se executar um trabalho. O desejo pessoal. O sonho em ser um grande e famoso palestrante. Já assistiu políticos em suas performances? A presença de palco, a fluência, as palavras usadas, o tom empregado na voz... são realmente fantásticos.

Já reparou como um bom orador faz um discurso? A convicção que ele passa ao expectador? É capaz de fazê-lo acreditar até mesmo em coisas absurdas. Eles conseguem o objetivo com muita facilidade. É o poder da boa palavra que você vai começar a trabalhar a partir de agora.

O primeiro motivo citado para se interessar em falar em público é a necessidade. Este caminho é mais sinuoso, mas tão desafiador ou até mais que o segundo. Você provavelmente foi solicitado por alguém ou alguma circunstância o obriga a isto. As duas situações (necessidade ou vontade) lhe trarão realização pessoal ao final dos trabalhos. Cada qual com a sua dificuldade, porém com grande satisfação no desenvolvimento. E uma vez no palco, pode acreditar, é difícil querer descer.

Vamos dividir este trabalho em cinco partes.

Trataremos primeiro você, depois a platéia, o tema, em seguida os recursos a serem utilizados na sua apresentação e por último a apresentação propriamente dita.

VOCÊ

Vamos lá. Você é a peça principal de todo trabalho. O domínio do público, do assunto, o controle das possíveis falhas, enfim, toda apresentação depende de você e da sua capacidade de administrá-la. Por isto, é preciso muito mais que saber o trabalho de cor e salteado, é preciso entendê-lo. ( isto será tratado mais á frente quando falarmos da apresentação, por enquanto vamos falar da pessoa física).
Algumas características pessoais básicas são necessárias para se executar um bom trabalho:
É preciso uma boa pronúncia das palavras e um vocabulário correto. As concordâncias verbal e nominal devem ser naturais. Ou seja, é preciso falar corretamente. Nada de “agente vamos fazer tudo que for possível” ou “o evento é vinte horas”. Este tipo de falha não pode ocorrer em hipótese alguma. Se no dia a dia você não tem um bom português, falar em público será um pouco mais complicado. Sua espontaneidade pode deixar algo assim escapar.
Articule as palavras, fale com clareza, firmeza, sem os né, então, ahn, ehn, viu?, entendeu?...
Quando for convidado a falar ou a pegar o microfone rapidamente, isto até pode ser perdoado, mas quando se dispõe a participar de um evento, é bom que seja acima da média para não virar motivo de comentário.
Uma pessoa da voz fina pode fazer uma palestra? Pode! Mas não fica bem. Não causa impacto. Vai precisar de um assunto ou argumento muito forte para suprir esta deficiência. Nada discriminatório, mas é assim que funciona. É assim que a platéia reage. Um orador deve ter uma boa voz.
Quando falo em assunto e argumento, falo no motivo da palestra. É fácil exemplificar: um cientista falando de sua tese ou explicando determinado assunto. Não queremos ele pessoa física. Queremos ele conteúdo. Buscamos a grande descoberta a ser apresentada. É uma situação diferente mas também não menos importante quanto ao aspecto do bem falado português.
Então, partindo do princípio que temos este pré-requisito, vamos aprofundar mais um pouco.
Após definir o texto, o que veremos mais à frente, treine bastante a pronúncia. Leia o em voz alta. É preciso que fique bem familiarizado com o assunto e com a apresentação.
A roupa tem que ser de acordo. Nem seria preciso comentar sobre o traje a ser usado, mas... como a moda costuma influenciar a cabeça e a razão das pessoas... sempre é bom lembrar que:
Se vai participar de um congresso use terno e gravata; se vai participar de um evento na empresa, o uniforme já é o suficiente. Se for um evento com pouca formalidade, um esporte fino vai cair muito bem. O importante é o bom senso. Também vale lembrar: nada de tons berrantes. Não se faça ser lembrado pela roupa.
Postura também é fundamental. Seja elegante e receptivo. Você é o motivo de todos estarem naquele local. Receba-os com sorriso no rosto. Converse olhando nos olhos. Pegue na mão das pessoas. Trate-os pelo nome. Não exagere. Lembre-se: eles é que virão cumprimentá-lo, e não o contrário.
É importante saber também que não existe medo de falar em público, mas vários medos interagindo – de errar, de ser o centro das atenções, de ser questionado e vários outros específicos de cada apresentador.
É importante aprender a identificar quais são os medos a fim de tentar minimizá-los, tornando mais eficaz a sua comunicação em público.
A entonação é da mesma forma importante, podendo fazer com que a mesma frase tenha várias interpretações e respostas diferentes;

O amigo vai hoje, à cavalo, na cidade com seu filho? Não, não vou.
O amigo vai hoje, à cavalo, na cidade com seu filho? Não, vou amanhã.
O amigo vai hoje, à cavalo, na cidade com seu filho? Não, vou à pé.
O amigo vai hoje, à cavalo, na cidade com seu filho? Não, vou ao campo.
O amigo vai hoje, à cavalo, na cidade com seu filho? Não, vou sozinho.

PLATÉIA

É preciso saber qual o público do evento. Pesquise o grau de escolaridade, cultura, empresa que trabalha, etc. Se o local for pequeno, será grande a chance de ser interrompido por um expectador. Fale com propriedade. Nada de invenções ou histórias mirabolantes. Isto causará desconfiança por parte da platéia e alguém pode querer mostrar que sabe mais que você.

Se vai falar para amigos da empresa, já terá um grande ponto a favor. O calafrio com certeza será bem menor e estará familiarizado com as pessoas e como se comportam em apresentações.

ASSUNTO

Este é o segundo ponto crucial para o sucesso da sua palestra.

Seja qual for o motivo que o levou a falar em público, provavelmente não será para defender uma idéia qualquer. É preciso conhecer bem o assunto que irá tratar ou então se aprofunde bastante nas pesquisas. Principalmente se houver chance de interferência por parte dos expectadores.

Dê exemplos do que está falando. Mostre fatos reais. Ilustre o trabalho. Isto dará lógica entre o texto e a realidade.

Faça um brain-storm sobre o tema. Colha o máximo de informação e depois filtre as idéias.

Ordene os tópicos de modo que tenham uma seqüência lógica. Todos devem acompanhar o raciocínio e entender o que está sendo mostrado.

O vocabulário tem que ser de acordo com o nível da platéia. É importante que as palavras sejam condizentes com o assunto e o nível dos expectadores. Seria inútil o emprego de palavras bonitas, difíceis ou técnicas e de pouco uso no dia a dia para um público que não tem um bom nível de cultura. A compreensão não será boa. Para este público utilize um linguajar popular.
Já com uma platéia que exige melhor nível, deve se empregar um vocabulário mais rico. Porém com cuidado para não fugir do seu. Qualquer tropeço pode transparecer a falta de naturalidade e a intenção pura e simples de impressionar. Será um desastre.
Se não está acostumando com o público, programe um roteiro pequeno. Não queira logo no início falar por duas horas ou mais.
Sendo permitido, procure textos, músicas, pessoas importantes e frases que tenham relação com o tema do trabalho. Agregue o máximo de itens para não ficar monótono. Quando não puder mostrar, faça referência a eles. Force as pessoas a pensarem. Terá um grande ganho com este recurso.

Faça um programa que caiba dentro do tempo estipulado. Nunca fuja do combinada. Duas horas não são nem 01h45 nem 02h15. Estes deslizes causam atropelos em tudo mais que estiver programado para o dia de todos os envolvidos.

RECURSOS

Agora vamos entrar na parte dos trunfos. As cartas na manga. Um bom assunto e um bom orador são suficientes para que tudo corra bem. Mas, como podemos melhorar ainda mais nossa apresentação ou utilizar os recursos tecnológicos, inclusive para disfarçar nossa insegurança, porque não usá-los?
Temos deste o flip-shart, aquele cavalete com uma folha enorme de papel até os modernos projetores data-show. Todos são válidos. O importante é saber utilizá-los e com coerência.
Monte um roteiro referente aos tópicos que pretende abordar. Servirão inclusive de balizadores para sua seqüência. Funcionam como um tipo de cola. Esqueceu, pede o próximo slide e tudo está resolvido. (é bom lembrar que estes recursos são para auxiliar e ilustrar a sua apresentação. São meros coadjuvantes. Não inverta os papeis.)

APRESENTAÇÃO

Como falamos no princípio, é preciso muito mais que saber o trabalho de cor e salteado. Isto porque decorar não é o caminho. Você precisa entender e saber explicar o trabalho. Este é o segredo. Ele deve estar na sua cabeça não como um formulário ou uma seqüência, mas sim como uma história. Um fato que você vai narrar.
Divida o trabalho em tópicos, assuntos. Não os decore. Entenda-os e explique-os. Se tentar decorar, ao primeiro erro o trabalho vai todo por água abaixo. Estude-os, pedaço por pedaço.
Leia o em voz alta. Fique bem familiarizado com o texto e com as palavras. Tente falar e escutar o que está sendo dito. Afine seus ouvidos.
Grave em vídeo uma prévia da apresentação e promova você mesmo as correções necessárias. Vá para frente do espelho. Veja como se sai.
Treine bastante a apresentação. Apresente para a família ou amigos. Isto lhe dará familiaridade com a presença da platéia e pode ainda estudar e corrigir possíveis falhas na postura, voz, comentários, etc
Gesticule. Movimente-se no palco. Nada brusco, mas dê vida ao orador. Uma boa combinação de expressões corporais (postura, gesticulações, cabeça erguida, olhar para a platéia) o fará parecer com os melhores do ramo.

IMPORTANTE

Chegue cedo ao local do evento. Teste os equipamentos e recursos que serão usados. Se for utilizar arquivos, vídeos ou outro objeto, tenha sempre um segundo como reserva.
Durante a apresentação, caso erre, recomece. Não precisa pedir desculpa, pelo menos não no momento. Diga apenas: "ou melhor dizendo..."

Não comente no início a sua falta de preparo para apresentações em público. Não fale seus defeitos para justificar possíveis falhas. Isto vai despertar a platéia e eles provavelmente ficarão procurando estas falhas.

Separe pelo menos dois pontos fortes para o trabalho. Um para o começo e outro mais forte para o final. Você precisa de uma primeira boa impressão e de um bom encerramento.
Tenha sempre em mente: Quanto mais suar com antecipação, menos deverá suar quando estiver frente ao público – George Plinton – autor e palestrante.

No mais, mantenha a calma! Se você chegou até o palco, é porque sabe bem o que está fazendo!

Boa sorte! Sucesso!

Equipe Milpalestras

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