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Mil Palestras


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A ciência do Amar.


Artigo retirado de www.suara.com.br
Janeiro de 2011

A Ciência do Amar


De alguma maneira, todos nós já tivemos a experiência deste sentimento chamado amor e, seguramente, nas suas mais variadas formas. Amamos o companheiro (a), a família, os filhos, amigos, o animalzinho de estimação, etc.


Se fôssemos perguntados, todos nós, de alguma forma, saberíamos falar ao menos um pouco sobre o que é o amor e como é amar e ser amado. Digo ao menos um pouco, pois não há um conceito pré-estabelecido para definir-se  a complexidade deste sentimento tão importante e que diz respeito a todos nós; mas há, sim, várias pesquisas relevantes  e muito interessantes sobre o tema.  A maioria delas pode ser apreciada no livro The Psychology of Love (Yale University), o qual traz vários estudos científicos relacionados ao amor e ao relacionamento amoroso.


Afinal de contas, um amor correspondido e um relacionamento amoroso satisfatório é, sem dúvida, fonte de bem estar para qualquer indivíduo. Na opinião de Robert J. Sternberg, psicólogo que desenvolveu a Teoria Triangular do Amor (Triangulating Love) sobre o que dá errado em quase metade dos casamentos que acabam em divórcio, entre outras coisas,  a mais importante é a não-concordância do que significa amor para um e para o  outro.  Para o autor, cada parceiro ama o outro, mas a seu modo e não necessariamente da maneira que o outro também o ama e/ou espera ser amado. Cada um quando entra em uma relação, traz consigo expectativas e valores individuais, além de crenças familiares e culturais que, muitas vezes, não são compartilhadas pelo companheiro (a). Segundo ele, grande parte do estresse da convivência poderia ser evitado se cada um soubesse qual a interpretação que o outro faz do amor.


Além de tantos sonhos e das  juras de amor eterno, vem a expectativa de que ambos resolverão todos os problemas um do outro e cuidarão da felicidade do parceiro, custe o que custar.  É como se apenas o amor e a paixão fossem suficientes para suprir todas as necessidades de uma relação. No entanto,  a questão é que algumas vezes espera-se mais do “outro”  do que este pode ou quer dar, o que pode gerar frustração e cobranças mútuas.


Recentemente, em visita ao estúdio fotográfico de um amigo, comecei a folhear os lindos álbuns de casamento e não pude deixar de me envolver pela atmosfera romântica que as fotos propiciam. Neste cenário, perguntei a ele se tinha uma estimativa de quantos daqueles casamentos duraram e por quanto tempo e ele respondeu-me que alguns casais sequer chegavam a retirar o álbum. 


Este caso ilustra o fato de que realmente  temos muito a aprender sobre a arte  do relacionamento amoroso e que estudos como o de Sternberg são importantes norteadores para o caminho que ainda vamos percorrer até  desvendarmos por completo as várias nuances do amor e do amar. 


Suara Bastos é psicóloga, palestrante e facilitadora de treinamentos. Acesse  www.Suara.com.br 


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